Cidades

Moradores denunciam ruas intransitáveis e cobram pavimentação em bairro de Cuiabá

Lama no período chuvoso e poeira na seca dificultam circulação e afetam serviços no Santa Rosa

Moradores do bairro Santa Rosa, em Cuiabá, voltaram a denunciar as condições precárias de diversas ruas ainda sem pavimentação. Segundo relatos, a situação se agrava tanto no período chuvoso, quando a lama transforma vias em verdadeiros atoleiros, quanto na estiagem, marcada por excesso de poeira.

De acordo com o presidente da associação de moradores, José Pires, trechos de ruas como Espanha, Chile, Inglaterra, Suíça, Miguel Serror e Uruguai permanecem sem asfalto há décadas, o que compromete a mobilidade e o dia a dia da população.

“Quando chove, ninguém passa. Quando seca, a poeira toma conta. Enquanto o asfalto não vem, pelo menos poderiam aplicar brita para amenizar o problema”, relatou em entrevista ao site O Povo MT.

A situação impacta não apenas os moradores, mas também prestadores de serviços e entregadores, que frequentemente enfrentam dificuldades para acessar as residências. Casos de veículos atolados são recorrentes, inclusive envolvendo profissionais como jardineiros, piscineiros e até equipes dos Correios.

Segundo Pires, a comunidade cobra melhorias há anos. Ele afirma que muitas famílias vivem há cerca de três décadas em ruas de chão, mesmo após a conclusão da rede de esgoto no bairro, um dos entraves apontados anteriormente pelo poder público para a falta de pavimentação.

“Antes diziam que não tinha asfalto por falta de esgoto. Hoje isso já foi resolvido, mas o problema continua”, destacou.

A expectativa dos moradores é que a região seja contemplada em novos investimentos em infraestrutura. Recentemente, a Câmara de Cuiabá autorizou a contratação de um empréstimo de R$ 111 milhões pela Prefeitura, destinado a obras de mobilidade urbana, pavimentação, drenagem e outras melhorias.

Em nota, a Secretaria Municipal de Infraestrutura informou que realiza serviços de patrolamento em vias não pavimentadas conforme a demanda e que uma equipe esteve no bairro recentemente para intervenções emergenciais. A pasta também destacou que, após a aprovação do financiamento, está previsto o início de obras ainda em 2026, com prioridade para áreas consideradas mais críticas.

Enquanto aguardam soluções definitivas, moradores seguem convivendo com os transtornos e reforçam o pedido por medidas paliativas que minimizem os impactos no dia a dia.

Autor: Luciana Bueno
Foto: Reprodução

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