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Cuiabá mantém controle da meningite e intensifica vacinação nas unidades de saúde

Boletim aponta cenário estável na capital, com número de casos abaixo da média nacional

A Prefeitura de Cuiabá informou que o município segue em situação de estabilidade em relação à meningite, conforme dados divulgados em boletim recente da Vigilância em Saúde. Apesar da confirmação de casos e mortes ao longo de 2026, os indicadores permanecem dentro do esperado e abaixo da média registrada no país.

Até o mês de abril, foram contabilizados sete casos da doença na capital, com três óbitos. A taxa de incidência local é de 1,01 por 100 mil habitantes, índice considerado inferior ao panorama nacional, que gira em torno de 1,4.

Segundo o levantamento, a maior parte dos registros na cidade está relacionada a tipos não meningocócicos da doença, que costumam apresentar menor gravidade. Ainda assim, a meningite exige atenção por se tratar de uma inflamação que atinge as membranas que envolvem o cérebro e a medula, podendo evoluir rapidamente.

As causas são variadas e incluem vírus, bactérias e fungos. Entre os agentes identificados nos casos deste ano estão bactérias do tipo Staphylococcus e fungos como Cryptococcus. Os registros atingiram diferentes públicos, desde recém-nascidos até idosos.

A transmissão ocorre, principalmente, por secreções respiratórias ou contato com materiais contaminados. Em alguns casos, também pode ocorrer por ingestão de água ou alimentos impróprios.

Entre os sintomas mais comuns estão febre elevada, dor de cabeça intensa, vômitos e mal-estar generalizado. Quadros mais graves podem apresentar rigidez na nuca, sensibilidade à luz, convulsões e alterações neurológicas, exigindo atendimento médico imediato. Em bebês, sinais como choro constante e irritação são indicativos de alerta.

No mês de abril, não houve registro de novos casos até a data de fechamento do boletim.

Como medida preventiva, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da vacinação, disponível gratuitamente em dezenas de Unidades de Saúde da Família distribuídas por todas as regiões da capital. Algumas unidades contam com horários ampliados para facilitar o acesso da população.

A orientação é que, diante de qualquer suspeita, a população procure imediatamente atendimento em unidades básicas, UPAs ou policlínicas. A notificação dos casos deve ser feita em até 24 horas para os órgãos de vigilância epidemiológica.

Autor: Luciana Bueno
Foto: Reprodução

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